Servidores da Educação de Itajaí decretam greve das aulas presenciais

Os servidores da Educação de Itajaí entrarão em greve das atividades presenciais a partir da próxima terça-feira, dia 16. A greve foi decretada em Assembleia Geral virtual realizada na noite desta quarta pelo Sindifoz. Mais de 92% dos servidores votaram favoráveis a paralisação das atividades presenciais, mantendo as atividades apenas de forma remota, como foi durante todo o ano de 2020.

“A luta é pela vida”, destacaram os servidores sobre o resultado da votação. Na pauta da greve também está a vacinação da categoria, para que as aulas presenciais retornem apenas quando for seguro para a comunidade escolar.

Há mais de um mês a categoria e o Sindifoz vêm cobrando do município medidas para frear o avanço da contaminação por covid-19 nas escolas municipais, tanto em servidores, quanto de profissionais terceirizados e alunos. Com o crescimento exponencial de casos nas escolas, diante de vários relatos de descumprimento do plano de contingência, somado ao colapso do atendimento da Saúde na região, com falta de leitos de UTI e Unidades de Saúde sobrecarregadas, os servidores tomaram a decisão de parar as atividades presenciais.

Nesta quinta-feira o município será notificado pelo Sindicato e, respeitando-se o prazo legal, a paralisação inicia na terça-feira. É importante frisar que o ensino remoto continuará sendo ofertado como aconteceu durante todo o ano de 2020. Os servidores continuarão trabalhando de suas casas enquanto não houver a vacinação da categoria.

Nesta semana, antes da Assembleia, o Sindifoz voltou a oficiar a Secretaria de Educação para que as aulas presenciais fossem suspensas imediatamente diante do exponencial aumento de casos confirmados entre servidores, alunos e terceirizados. Em levantamento feito junto aos servidores, desde o início das aulas presenciais até a manhã desta quarta-feira, dia 10, eram 107 servidores que testaram positivo, 27 alunos, 6 terceirizados e 81 casos suspeitos.

Vale lembrar que essas são informações extra oficiais, coletadas pelos servidores, haja vista que até hoje a SME não forneceu os dados oficiais, embora tenha sido oficiada para tal. O número de casos pode ser maior, tendo em vista que não foram levantados os dados de todas as 117 unidades escolares da cidade.

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