Servidores são unânimes: não é o momento da volta às aulas presenciais

O Sindifoz realizou na noite dessa quinta-feira, dia 16, mais uma edição da live Servidor em Pauta, transmitida ao vivo em seu Facebook. Dessa vez, o tema foi ‘Educação na pandemia e o possível retorno das aulas’, e todos os participantes foram unânimes em se posicionar contra a volta das aulas presenciais nas escolas da região.

O debate, mediado pelo presidente do Sindicato, Francisco Johannsen, reuniu oito servidores de várias cidades da base territorial do Sindifoz, além de dezenas de servidores que assistiram e comentaram durante cerca de uma hora e meia de duração da live. Além de apresentar como está a rotina de trabalhado nesse período de diferentes cenários e níveis de ensino, do infantil ao fundamental, o encontro virtual serviu para tirar um indicativo importante sobre a necessidade de manter as escolas ‘fechadas’ para aulas presenciais.

O avanço acelerado da pandemia na região, ocasionando em um alto risco de contaminação, é o principal motivo para o posicionamento da categoria. Por se tratar de uma grande maioria de crianças, os profissionais destacaram a dificuldade que teriam em manter regras de distanciamento dentro de uma sala de aula ou ambiente escolar.

“As crianças se desenvolvem também através do convívio, do abraço, das brincadeiras no recreio e em sala de aula, não temos como conter isso. Se para nós adultos já é difícil mudar a rotina e o comportamento em função da pandemia, imagine para uma criança que não tem esse discernimento ainda”, destacou uma das profissionais da educação infantil.

“A gente também tem filhos e entende as dificuldades que os pais estão passando com as crianças em casa, mas eles precisam entender que estamos preservando um bem maior, que é a vida do filho deles e de todas as famílias envolvidas”, apontou outra servidora.

Dificuldades do ensino à distância

Outro ponto levantado no debate foi a forma como os professores estão trabalhando para ensinar os alunos à distância. A categoria apontou que está tendo que se ‘reinventar’ e criar alternativas utilizando as plataformas disponibilizadas pelos municípios, e ainda assim as dificuldades de aprendizado são várias. Além de não substituir o ensino de sala de aula, as plataformas virtuais também esbarram na dificuldade de acesso de muitos alunos, que não possuem internet à disposição para acessar aos conteúdos.

Nesses casos são disponibilizados materiais impressos para retirada nas escolas, mas além de expor pais e alunos ao risco de contágio, também não estão sendo suficientes para atender a necessidade dos estudantes. “Penso que era necessário a criação de apostilas para que os alunos não precisam se deslocar todas as semanas para a escola, diminuir ao máximo esse contato. Ainda precisamos buscar alternativas nesse sentido”, destacou o professor de história Dênis Portela, de Navegantes.

ACTs podem ter contratos encerrados em Navegantes

Cerca de 500 ACTs devem ter seus contratos encerrados no final de mês em Navegantes. De acordo com o presidente do Sindifoz, não firmar contratos com os servidores temporários até o final do ano é uma medida que precisa ser repensada pela administração, ainda mais em tempos de pandemia.

“Trata-se de uma questão social também. Serão 500 trabalhadores sem emprego depois de julho. Estamos em meio a uma crise provocada pelo coronavírus, em que muitas famílias dessas pessoas dependem dessa renda, até porque outras pessoas da família também podem ter perdido seus empregos”, afirma Francisco.

A professora Célia Dzin Olegário reforçou ainda a contribuição dos ACTs na rede municipal de ensino. “Nós não estamos tendo aula presencial, mas todos continuamos trabalhando e muito para atender as crianças e esses profissionais também estão sendo importantes. Se eles não continuarem trabalhando, quem vai fazer essa função depois de julho?”.

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