Nota de repúdio: Coordenador da Codetran

O Sindifoz vem através desta nota repudiar as declarações do coordenador da Codetran, Robson Costa, de Itajaí, ao programa Expresso da Manhã, da Rádio Trans 99,7Fm, na manhã desta segunda-feira, dia 12, em que desmerece e ofende o trabalho dos servidores públicos municipais que são agentes de trânsito.
 
Ao ser questionado sobre a falta de condições adequadas, como uniformes e até blocos de autuação, Robson ataca a categoria ao dizer que os servidores “não gostam de trabalhar” e que “tem muita gente ruim” na Codetran. Atualmente em um cargo comissionado da prefeitura de Itajaí, o agente de trânsito Robson Costa não apenas desmerece a sua profissão e dos seus colegas, como também falta com ética profissional ao fazer acusações públicas contra os agentes, mostrando incapacidade de gerência e liderança dos mesmos.
 
Costa demonstra também total despreparo ao, na mesma resposta, dar razão às reclamações dos agentes e confirmar que faltam equipamentos e estrutura para que eles realizem seu trabalho. O coordenador confirma que a última entrega de uniformes foi há “dois ou três anos” e que há cerca de um ano a Codetran não recebe novos blocos de autuação por conta de um problema na licitação.
 
Percebe-se que a fala do próprio coordenador se contradiz: se os agentes cobram melhores condições, é justamente porque querem realizar o seu trabalho da melhor forma possível, à serviço da sociedade.
 
Além disso, ao afirmar que os servidores não fazem o seu trabalho corretamente, Robson demonstra que está sendo omisso quanto ao seu dever de superior hierárquico de verificar que alguém não está cumprindo com o seu dever funcional.
 
Ao difamar a categoria, Robson Costa joga a população contra os agentes de trânsito municipais, que estão diariamente passando por diversas situações nas ruas da cidade, inclusive de ameaças e desrespeito. Dessa forma, se faz necessário urgentemente uma retratação pública por parte do coordenador da Codetran em respeito a todos os servidores públicos da coordenadoria.

Sindifoz questiona prefeitura de Ilhota sobre revisão geral anual que deveria ser concedida em março

O Sindifoz voltou a oficiar o prefeito de Ilhota questionando a respeito da concessão da revisão geral anual no salário dos servidores municipais, ativos, inativos e do Legislativo, que deveria ter ocorrido em março, conforme a data-base da categoria. Até agora, um mês depois da data-base, o governo municipal ainda não se manifestou ou apresentou projeto de lei na Câmara de Vereadores. O índice a ser aplicado no município é o IPCA e, no período entre fevereiro de 2020 e janeiro de 2021, foi de 4,55%.

Essa não é a primeira vez que o prefeito Dida, de Ilhota, deixa o servidor público na mão. Mesmo diante da situação econômica que o país vive, com alta de preços de itens básicos como combustível e alimentação, a categoria ainda não foi atendida com a revisão geral anual, que é um direito seu. Nesse período de um ano, os servidores vêm atuando na linha de frente da pandemia, se expondo aos riscos da contaminação da covid-19, inclusive com casos de óbito de servidores no município.

Em 2018, no primeiro mandato de Dida, os servidores tiveram que entrar em estado de greve para reivindicar a revisão geral anual, que pela primeira vez desde 2013 não havia sido concedida conforme a lei municipal determina.

Servidores de Itajaí e Balneário Piçarras chegam a 23 meses sem reposição salarial

Os servidores públicos municipais de Itajaí e Balneário Piçarras chegaram a 23 MESES SEM REPOSIÇÃO SALARIAL. O índice IPCA acumulado do período de maio de 2019 a março de 2021 é de 8,98%. A REPOSIÇÃO É UM DIREITO NOSSO!

Ao longo desse período, o Sindifoz tem oficiado e cobrado das administrações locais um posicionamento a respeito, porém ambas insistem em não atender as solicitações da entidade representante dos servidores públicos. Esse percentual se refere a recomposição das perdas inflacionárias, não confundindo-se com aumento salarial.

Diante de tantos ataques que o serviço público vem recebendo em todas as esferas, a defasagem salarial da categoria é mais uma mostra da falta de valorização do serviço público e do servidor público, mesmo durante um período em que os servidores estão na linha de frente em uma pandemia, no qual vários servidores já perderam inclusive a vida.

Exigimos respeito! Não aguentamos mais tanto desrespeito por parte dos governos! Queremos reposição salarial já!

Dia Mundial da Saúde: data para refletir e valorizar os profissionais da linha de frente

O Dia Mundial da Saúde é comemorado hoje, 7 de abril, data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para promover a conscientização das pessoas sobre a importância de equilibrar o bem-estar físico, mental e social. Diante do desafio da pandemia da Covid-19, que já matou mais de 333 mil brasileiros, talvez essa data nunca tenha sido tão importante no calendário dos últimos 100 anos.

É preciso aproveitar este dia carregado de simbolismo e dor para refletir sobre a importância dos profissionais da saúde. O Brasil tem conseguido enfrentar a pandemia graças a estes trabalhadores e ao Sistema Único de Saúde (SUS), um dos sistemas de saúde universal mais abrangentes do mundo. Nos últimos 4 anos, a saúde vem sendo atacada pela PEC da morte e pelos recentes projetos de privatização, fazendo com que o SUS exponha suas fragilidades.

Os profissionais de saúde estão esgotados por estarem com uma carga de trabalho sem precedentes para tratar pacientes com Covid-19 e manter outros serviços de saúde essenciais. No entanto, não são reconhecidos e, pior, muitas vezes são estigmatizados justamente por cuidarem dos doentes e por trabalharem em hospitais, enfermarias e UTIs. Estes trabalhadores precisam de suporte humano e material para superar os desafios de um cotidiano repleto de desgaste emocional e estresse por terem de lidar com o sofrimento alheio.

O que acaba agravando ainda mais a situação é que nenhum dos municípios da base do Sindifoz faz a emissão da Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT), documento que assegura ao trabalhador o benefício para afastamento com o auxílio-doença acidentário ou outros decorrentes do agravamento da Covid-19, em caso de invalidez ou morte. Além disso, o sindicato já solicitou o pagamento do adicional de insalubridade aos servidores que ainda não recebem, mas não foi atendido, bem como a majoração para o grau máximo, 40% devido à pandemia.

É essencial garantir condições de trabalho para que eles possam continuar oferecendo assistência a pessoas afetadas pela Covid-19. Estes trabalhadores são os verdadeiros heróis que arriscam suas vidas diariamente. O Sindifoz, enquanto sindicato dos servidores públicos, seguirá denunciando e apoiando os profissionais da saúde por salários dignos, equipamentos de proteção, enfim, condições dignas de trabalho. Esta é a missão do sindicato, que não medirá esforços para defender os trabalhadores.

É preciso valorizar os profissionais da linha de frente. É preciso valorizar o SUS.

Dia do Jornalista

Nesta quarta-feira, dia 7, é comemorado o Dia do Jornalista. O Sindifoz parabeniza a todos os profissionais, em especial aos servidores públicos municipais da região da base territorial do Sindicato, que exercem o seu trabalho com ética e responsabilidade em um momento em que a informação correta e transparente tem papel muito importante em nossa sociedade.

Live do Movimento de Greve da Educação de Itajaí nesta quarta-feira (07/04)

O Sindifoz promove nesta quarta-feira, às 19h, uma live em seu Facebook com o Movimento de Greve da Educação de Itajaí. Serão dois temas principais em pauta:

– Publicação do Diário Oficial do Município de 06/04
– Recomendação do Ministério Público sobre o retorno das aulas presenciais
A live será transmitida no Facebook do Sindifoz (www.facebook.com/sindifoz). Participe!

Nota de Pesar: Katiuscia Vicente, servidora da Educação de Itajaí

O Sindifoz lamenta profundamente o falecimento da servidora pública da Educação de Itajaí, Katiuscia Vicente. Ela estava há algumas semanas internadas por conta de complicações da covid-19 e é mais uma servidora da Educação que vem a falecer por conta do vírus em nossa base territorial. Nesse momento de muita dor e tristeza, nos solidarizamos com familiares, amigos e colegas da servidora.

Servidores de Navegantes em greve têm sido impedidos de lecionar remotamente

Os servidores da Educação de Navegantes que estão aderindo à greve das atividades presenciais têm sido impedidos de lecionar em aulas remotamente. Nesta segunda-feira, servidores foram avisados por seus diretores que a orientação da Secretaria Municipal de Educação é de impedir a aula remota. Teve servidor, inclusive, sendo excluído da função de administrador do grupo de WhatsApp de sua turma.

O Sindifoz informa que esse tipo de atitude do governo de Navegantes visa impedir o servidor de exercer o seu direito constitucional de greve, em uma tentativa clara de coagir o servidor a exercer a greve parcial das atividades e também dificultando que os alunos tenham acesso às atividades do seu professor.

Em Itajaí, durante os 12 dias de greve das atividades presenciais, práticas como essa não foram adotadas pelo governo municipal, muito pelo contrário, as escolas inseriram os servidores em greve nas rotinas de trabalho das unidades.

No caso do município de Itajaí, diante da gravidade da situação e do movimento dos servidores em greve, o governo optou por antecipar o recesso escolar como uma medida para evitar as aulas presenciais no momento mais grave da pandemia em nosso estado e região, instituindo um recesso de 30 dias até dia 1º de maio.

Infelizmente, Navegantes vai na contramão dessa medida e, ao tentar forçar servidores ao trabalho presencial nas escolas mesmo sem demanda de alunos, age de forma irresponsável na propagação da covid-19, que já vitimou fatalmente quatro servidores da Educação e a própria secretária do município, além de contaminar vários outros servidores e membros da comunidade escolar desde que as aulas presenciais foram retomadas.